Para combater a falsificação de etiquetas RFID, realizada através da clonagem, a Verayo desenvolveu uma nova etiqueta RFID impossível de clonar.
A M4H da Verayo possui um “DNA” baseado em atrasos nas ligações e portas lógicas do chip, específicos de cada um e impossíveis de reproduzir. Estes circuitos, denominados PUF (Physically Unclonable Function), produzem uma resposta única a um estímulo em cada sessão de autenticação. Perante um estímulo, é gerado um bloqueio lógico através da propagação de duas transições por caminhos diferentes. No final destes dois caminhos existe um trinco, que vai produzir um 1 ou um 0 conforme o sinal que chegar primeiro. O atraso em cada caminho depende das características físicas de cada etiqueta e é diferente para cada uma, derivando do próprio processo de fabricação.
O esquema de autenticação da Verayo é constituído por um trem de impulsos de 64 bits enviado para a etiqueta, que vai responder também com 64 bits com uma combinação única. A pergunta/resposta de cada chip é individual e é guardada numa base de dados durante a fabricação. Esta informação é depois utilizada na aplicação final para validar as respostas do chip e proceder à sua autenticação. Para poder utilizar o mesmo princípio mas sem depender de uma base de dados, que seria impraticável por exemplo na utilização de cartões para transportes públicos, a Verayo desenvolveu uma versão da M4H com um esquema de autenticação off-line. Durante o processo de fabricação a Verayo lê as características físicas do circuito PUF e desabilita a possibilidade de nova leitura destas características. O resultado lido anteriormente é encriptado e armazenado numa memória não volátil interna da própria etiqueta.
O leitor de etiquetas lê e decodifica o “DNA” do circuito PUF armazenado durante a fabricação, estimula o chip com um trem de impulsos específico e compara a resposta obtida com o valor lido no início. Se a resposta for coincidente com a resposta teórica calculada pelo leitor, a etiqueta é validada.
Imagem: Verayo