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Desenvolvimento tecnológico passa pela formação profissional
Com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, BNDES, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Apex Brasil, o Governo apresentou em sua grade as palestras “Instrumentos de Apoio à Inovação e Promoção de Investimentos” e “Desenvolvimento da Indústria de Componentes Eletrônicos no âmbito da PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo)”.
Com as projeções favoráveis de crescimento da economia para os próximos anos, incluindo a realização da Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, o setor de comércio e a indústria devem se adequar a uma nova demanda por produtos e serviços.
Por conta disso, Nilton Sacenco, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Augusto Cesar Gadelha, secretário do Ministério da Ciência e Tecnologia, fizeram coro a favor de uma nova política de tecnologia produtiva, com menos impostos e a participação intensiva do profissional brasileiro participando de todo o processo produtivo. “Nosso principal objetivo é quebrar o déficit comercial no segmento de componentes eletrônicos, que hoje é de 15 bilhões de dólares. A Abinee fez um estudo de que esse abismo pode chegar a 50 bilhões até 2020. Sabemos que metade desse déficit é proveniente de uma dependência tecnológica externa. Então, se não desenvolvermos a nossa engenharia de modo a permitir que os profissionais brasileiros trabalhem todo o processo dentro do nosso país, essa realidade nunca vai mudar”, ressaltou Sasenco.
Outra questão levantada por ele foi o excesso de tributos que incidem sobre os componentes eletrônicos. “Esse é um segmento em que nós temos grande potencial. O problema é que às vezes taxamos mais os insumos do que o bem final”, resumiu.
Para Gadelha, a indústria de semicondutores nacional tinha tudo para ser auto-suficiente, mas a falta de visão e planejamento atrapalhou. “Foi a nossa Copa de 1950. Perdemos a partida porque não demos atenção à capacitação interna e aos Recursos Humanos. Agora, estamos embalando novamente e não podemos repetir antigos erros. Nós voltamos a correr e o segredo do sucesso é inovar para poder competir internacionalmente. Hoje nós temos 6 mil pessoas trabalhando nas empresas de P&D e temos que crescer muito mais”, alertou.
Organização setorial e programas de incentivo
O secretário do Ministério da Ciência e Tecnologia também pregou a organização do setor como forma de manter os programas de incentivo, garantir o desenvolvimento do setor de eletrônicos e ampliar os programas de desenvolvimento.
Entre eles, citou a Lei de Informática, o PADIS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores), a Lei do Bem e da Inovação, que concedem incentivos fiscais em várias frentes para indústrias e empresas que colaboram com o desenvolvimento tecnológico no país. “Programas como a Lei do Bem e a Lei de Informática e Inovação tiveram um impacto enorme no consumo de computadores no Brasil devido ao abatimento de impostos. Além disso, só a Lei de Informática representa investimentos de mais de R$ 900 milhões. Por sua vez, os benefícios propiciados pela Lei do Bem fizeram as empresas ampliarem seus investimentos em inovação. Estamos trabalhando para reduzir mais impostos, mas é preciso que o novo governo saiba que o setor tem projetos bem definidos e alinhados. É preciso unir as forças do BNDES e FINEP e mostrar que temos objetivos comuns.”, disse.
Nas outra palestra realizada pelo governo foi debatido o desenvolvimento da indústria de componentes eletrônicos sob a ótica da Política de Desenvolvimento Produtivo, com representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Abinee. Por fim, Pedro Alem, da ABDI, e Vitor Mammana debateram sobre os novos rumos para os mercados de iluminação e TV.